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Resistência Muscular

RESISTÊNCIA MUSCULAR
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Capacidade psicofísica do esportista resistir à fadiga.
Segundo Frey 1977, a resistência psíquica contém:
“… a capacidade do esportista resistir, pelo maior tempo possível, a um estímulo que exige a interrupção de uma carga.”
E a resistência física:
“… a capacidade do organismo como um todo, bem como de cada sistema parcial, de resistir à fadiga.”
Neste resumo serão definidas as formas de resistência e os métodos de treinamento.
FORMAS DE RESISTÊNCIA
A resistência deixa-se subdividir em diferentes tipos nas suas formas de manifestações e de acordo com a forma de observação. Levaremos em consideração os seguintes aspectos para sua classificação:
a. da quota muscular: geral e local. 
b. da especificidade da modalidade esportiva: geral e especial. 
c. da obtenção de energia muscular: aeróbica e anaeróbica. 
d. do tempo de duração: curta, média e longa duração. 
e. das formas de exigências motoras: de força, de força rápida e de velocidade. 
f. de sua manifestação: estática e dinâmica. 
Do ponto de vista da biologia do esporte, elaborado por Hollmann / Hettinger 1980 a capacidade de resistência subdividi-se em diversas formas:
a) Resistência Muscular Local.
b) Resistência Muscular Geral.
Entenderemos melhor os tipos de resistência:
1 – Resistência Muscular Local:
Nesta forma de resistência é exigido menos de 1/7 – 1/6 da massa muscular local do corpo, podendo ser dividida em:
• RML Aeróbica: estática / dinâmica. 
• RML Anaeróbica: estática / dinâmica. 
Neste tipo de apresentação da resistência o sistema cardiovascular não tem um papel decisivo para a capacidade do desempenho esportivo.
- Resistência Muscular Local Aeróbica Dinâmica:
Esta forma de resistência é exigida quando um trabalho dinâmico com grupos musculares pequenos ou médios é executado de forma aeróbica.
É de grande importância para o esporte competitivo, para a medicina preventiva, a matoterapia e a reabilitação. Um Resistência Muscular Local Aeróbica Dinâmica, insuficientemente desenvolvida, torna impossíveis os desempenhos esportivos de longa duração acima da média.
Existem fatores que limitam o seu desempenho, que podem ser relacionados ao tipo de composição das fibras musculares, à oferta de oxigênio, ao depósito de energia, à capacidade metabólica aeróbica e à coordenação inter/intramuscular.
As fibras ST (vermelhas) são especialmente apropriadas para cargas de cunho aeróbico, devido sua maior resistência à fadiga.
Sob carga suficientemente longa e específica, a intensidade de treinamento precisa estar abaixo de 20 – 30% da FIM, para maior capilarização do músculo.
O teor de glicogênio influencia de forma decisiva a intensidade e a duração da capacidade de resistência local, já que uma oferta suficiente de oxigênio seria ineficaz para suprir à demanda energética. A taxa de glicogênio intramuscular diminui rapidamente nos primeiros 20’ de carga intensiva e no decorrer dos 40 – 60’ seguintes diminui de forma insignificante à absorção de glicose e à maior queima de gordura.
A queima oxidativa de hidratos de carbono depende da capacidade das mitocôndrias, que sob influência de treinamento, aumenta de 2 – 3 vezes o seu número, tamanho e superfície, além da otimização da sua infra-estrutura e distribuição.
Para a manutenção de uma determinada carga será necessário um maior número de unidades motoras e, consequentemente, uma maior necessidade de sangue e energia caracterizados por uma coordenação inter e intramuscular.
- Resistência Muscular Local Aeróbica Estática:
Este tipo de resistência tem menor significado no ponto esportivo do que no preventivo. Depois de um infarte cardíaco, essa exigência muscular contribui para o restabelecimento gradual e cauteloso da capacidade de desempenho corporal.
Se a força de contração de um pequeno grupo muscular não alcançar 15% da força máxima isométrica, a circulação local do músculo em trabalho ainda não está prejudicada, caracterizando uma resistência Muscular local aeróbica estática. A necessidade de energia pode ser preenchida de forma oxidativa.
- Resistência Muscular Local Anaeróbica Dinâmica:
É exigida quando é executado um trabalho dinâmico contra uma resistência que seja de 50 – 70% ou mais da força estática máxima, a circulação intramuscular é o fundamento para a diferenciação de definição.
Além de uma intensidade de contração de 15% da força máxima ou velocidade de movimento, ocorre um distúrbio da circulação até que no final, com 50%, ocorre a parada total da circulação.
Entre 15% e 50% da força da contração, existe uma obtenção de energia mista aeróbica/anaeróbica, além de 50%, exclusivamente anaeróbica.
Existem fatores limitantes ao desempenho da treinabilidade desta e estão relacionados à composição das fibras musculares, ao depósito de energia, à capacidade metabólica anaeróbica e à capacidade alcalina do músculo.
As fibras FT (brancas) são especialmente apropriadas para cargas de resistência de cunho anaeróbico.
Apenas o ATP, o fosfato de creatina e a glicose anaeróbica são energeticamente importantes para esta apresentação de resistência.
A obtenção de energia (lática e alática) depende da quantidade e da atividade de enzimas anaeróbicas, que se encontram no sarcoplasma do músculo.
O músculo possui uma capacidade de adaptação à superacidez (ácido lático) chamada de capacidade alcalina, cuja a resistência aos fatores de fadiga, pode ser influenciada pelo treinamento, tanto no ponto de vista psicológico como no físico.
A treinabilidade desta apresentação de resistência está acerca de 35%.
- Resistência Muscular Local Anaeróbica Estática:
Pode ocorrer em duas formas diferentes de trabalho:
• No trabalho de sustentação de um peso de mais de 15% da FIM. 
• Na contração com mais de 50% da FIM, onde a duração da carga estática é tão longa, que a participação do trabalho dinâmico pode ser desprezado. 
Em ambos os trabalho a atividade muscular mecânica e elétrica diminui rapidamente, devido a capacidade reduzida de funcionamento dos mecanismos de transmissão neuromusculares. 
Fatores que limitam o desempenho:
a. Tipo de Composição da Fibra Muscular. 
b. Depósito de Energia. 
c. Capacidade Metabólica anaeróbica. 
O trabalho de contração estático é menos fatigante que o trabalho de sustentação estático, devido aos produtos ácidos do metabolismo serem, em parte, eliminados durante a fase de relaxamento.
Quanto maior a força estática empregada, menor a dependência do tempo e do nível da força máxima e, quanto maior a força estática, maior a dependência do tempo e da força máxima.
2) Resistência Muscular Geral:
Na resistência muscular geral é exigido mais de 1/7 – 1/6 da massa muscular total do corpo.                 Diferenciamos esta abrangência de resistência em resistência geral aeróbica e anaeróbica.
- Resistência Muscular Geral Aeróbica:
Depende principalmente da capacidade dos sistemas cardio-vascular, respiratório e metabólico, assim como qualidade de coordenação típica do movimento.
Contém desempenhos de resistência que ocorrem com base em metabolismos aeróbicos e no trabalho dinâmico.
Na teoria da biologia é dividida em resistência geral aeróbica de curta, média e longa duração. Na teoria do treinamento em resistência de velocidade (até 45″), resistência de curta duração (45″ – 2’), resistência de média duração (2’ – 10’), resistência de longa duração I (10’ – 30’), resistência de longa duração II (30’ – 90’) e resistência de longa duração III (+ de 90’).
- Resistência Muscular Geral Aeróbica de Curta Duração:
Apresenta um exigência de resistência com duração da carga de 2’ – 10’.
Não depende exclusivamente da capacidade aeróbica até cerca dos 2’ da duração da carga.
Esta depende decisivamente da capacidade de absorção máxima de oxigênio, assim como da capacidade de mantê-la num alto nível máximo pelo maior período possível.

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